segunda-feira, 11 de abril de 2011

Presidente sul-africano diz que Kadafi aceita plano de paz

TRÍPOLI - Após um encontro com uma delegação da União Africana (UA) enviada a Trípoli para negociar um cessar-fogo com Muamar Kadafi, o ditador líbio aceitou ontem dar início ao plano de paz proposto pelo grupo para por fim ao conflito no país. Embora nenhum conteúdo do documento tenha sido divulgado, a comissão garantiu que seu objetivo é começar o processo imediatamente, dando fim às hostilidades, facilitando o envio de ajuda humanitária e a abertura do diálogo entre o regime e os insurgentes.
Mostrando-se muito gentil com Kadafi em suas declarações e pedindo à Otan que cesse os bombardeios, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse que "devemos dar uma oportunidade ao cessar-fogo".
- Eu tenho um compromisso que me obriga a sair do país, mas nós terminamos completamente nossa missão com o líder irmão (Kadafi) - disse Zuma a jornalistas.
Otan realiza ataque aéreo em Ajdabiya e Misurata
A delegação foi recebida na capital líbia por partidários de Muamar Kadafi, que carregavam retratos do ditador e bandeiras verdes do regime. Liderado pelo presidente da Mauritânia, Mohamed Ould Abdel Aziz, o grupo é integrado por Zuma, e os presidentes Amadou Toumani Turé (Mali), Denis Sassou-Nguesso (Congo), além do ministro das Relações Exteriores de Uganda, Henry Oryem Okello. Segundo uma fonte que estava presente na reunião, a renúncia de Kadafi foi discutida com o ditador.
- Houve uma discussão sobre isso, mas eu não posso falar. Deve permanecer em confidencial - afirmou a fonte.
Como parte do plano para negociar um cessar-fogo, os mediadores chegarão hoje a Benghazi, bastião dos rebeldes, para tentar convencê-los a abandonar as armas.
Enquanto isso, uma artilharia pesada das forças de Kadafi bombardeou pelo segundo dia consecutivo, a cidade de Ajdabiya. Rebeldes recuaram e as tropas do regime conseguiram entrar na cidade, que guarda a porta de entrada para Benghazi. Segundo testemunhas, os confrontos mataram dezenas de rebeldes e homens de Kadafi. A região também foi alvo de ataques aéreos da Otan.

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