segunda-feira, 18 de abril de 2011

Deus cuida de mim .




A partir daí, algumas perguntas perpassam inevitavelmente as mentes: onde está Deus? Por que permite que isso venha a acontecer logo comigo? Esse é o grito de cada alma, cuja essência é esta: será que Deus se importa comigo?

Deus é amor. Sua bondade e misericórdia podem ser vistas em todo o mundo. Mas o mal é uma realidade inescapável. E eu creio que Deus fica profundamente triste quando o mal nos atinge. Deus nos criou com o livre arbítrio e respeita as nossas decisões. Portanto, quando dizemos para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas, o que devemos esperar?

Sendo Deus um “Perfeito Cavalheiro”, se o abandonarmos, Ele também calmamente nos abandonará. Como Deus quereria andar com quem não quer andar com Ele? Todos querem as bênçãos de Deus. Mas como podemos esperar que Deus conceda a sua bênção e a sua proteção, se exigimos que Ele não se envolva mais conosco?

Deus foi banido das escolas, do poder público, assim como de muitos outros setores da vida humana. Quando alguns atletas de Cristo celebram seus gols com mensagens, isso incomoda tanto, mas tanto, que a FIFA pretende banir essas manifestações durante a Copa do Mundo na África do Sul. Mas não estaria, com isso, dizendo que Deus não é mais bem-vindo aos estádios?

Quando olhamos o mundo, vemos que o mal tem prosperado e tomado conta da vida sem que tenhamos uma reação adequada, pois nos faltam valores éticos e morais superiores. Exatamente os valores que Deus nos ensina em Sua Palavra.

Em apenas uma geração, muita coisa mudou: os filhos deixaram de ter consciência moral e espiritual, muitos não sabem distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, e outros têm plantado sementes ruins cujos frutos serão também ruins.

A Palavra de Deus não é mais levada a sério como antes. É triste como muitos creem em tudo que os jornais e a televisão afirmam, mas duvidam do que a Bíblia nos diz. É lamentável constatar que muita gente quer ir para o céu, desde que não precise crer nem dizer qualquer coisa que a Bíblia ensina.

Isto certamente explica parte do problema: o Deus pessoal que se relaciona com os seres humanos e que se importa conosco, conforme revelado na Bíblia, tem sido paulatinamente banido de nossas vidas, da nossa sociedade e da nossa cultura.

Se Deus é excluído da sociedade, quer pela admissão de que evoluímos de simples primatas, ou porque não podemos deixar de crer na ciência para crer na Bíblia, como se isso fossem coisas excludentes, isto rouba das pessoas o entendimento de que precisam viver sob as leis morais de Deus.

Então, com isso, nada pode impedir de alguém viver ao seu bel prazer e fazer tudo o que quer. Entre outras coisas, isso gera inevitavelmente a banalização da vida: violência, crime, corrupção, liberação sexual, abusos, e muitos outros pecados. Ora, como ser diferente, se presumir que não haverá prestação de contas com Deus?

Agora, mudemos o foco da questão. Em vez de perguntarmos se Deus se importa conosco, cada um indague a si mesmo o quanto se importa com Deus.

Não é difícil observar que Deus tanto se importa conosco que enviou o seu próprio Filho Jesus para morrer pelos nossos pecados e nos garantir o direito à vida abundante aqui na terra e à vida eterna no céu. De nossa parte, contudo, importar-se com Deus somente quando estamos em perigo ou quando o mal bate à nossa porta é meramente um modo utilitarista de ver a vida. Mas, lembre-se, Deus não é nosso servo.

Temos de entender, contudo, que manter um relacionamento efetivo com Deus não significa que não teremos problemas na vida. Mas, mesmo que os tenhamos, Deus estará ao nosso lado, nos confortando e nos dando forças para prosseguir.

Ele está presente e o Seu amor é imenso, nos garantindo a Sua real participação nas alegrias e tristezas, e que no final tudo vai dar certo, pois “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).

Quem o conhece pode dizer: Deus se importa comigo!

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