sábado, 2 de abril de 2011

Dia Mundial do Autismo Escrito por Dailane Santana




O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo foi instituído pela
 ONU em dezembro de 2007, que definiu a data de 2 de abril como
 marco da mobilização mundial para mostrar que há pessoas um pouco
diferentes das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos.
Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma
o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer o que
vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância
do diagnóstico e da intervenção precoce.
O que é Autismo?
É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se
 comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente
ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência
 e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou
importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns
parecem fechados e distantes outros presos a comportamentos
restritos e rígidos padrões de comportamento.
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e
sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro
vezes mais comum em meninos do que em meninas.
Causas
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos
indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque
 tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um.
Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia,
alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo,
 rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria
(uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil
 (uma dosagem cromossômica).
Diagnóstico
Os pais são os primeiros a notar algo diferente nas crianças
 com autismo. O bebê desde o nascimento pode mostrar-se
 indiferente a estimulação por pessoas ou brinquedos, focando
 sua atenção prolongadamente por determinados itens. Por outro
 lado certas crianças começam com um desenvolvimento

normal nos primeiros meses para repentinamente transformar
 o comportamento em isolado. Contudo, podem se passar anos

antes que a família perceba que há algo errado. Nessas ocasiões os
parentes e amigos muitas ve
zes reforçam a idéia de que não há nada errado, dizendo que cada
 criança tem seu próprio jeito. Infelizmente isso atrasa o início
de uma educação especial, pois quanto antes se inicia o tratamento,
melhor é o resultado.
Não há testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o
autismo. Assim o diagnóstico deve feito clinicamente, pela entrevista
 e histórico do paciente, sempre sendo diferenciado de surdez, problemas
 neurológicos e retardo mental. Uma vez feito o diagnóstico a criança
deve ser encaminhada para um profissional especializado em autismo,
 este se encarregará de confirmar ou negar o diagnóstico.
Tratamento
Para o autismo não há propriamente um tratamento, o que há
 é um treinamento para o desenvolvimento de uma vida tão
independente quanto possível. Basicamente a técnica mais usada
 é a comportamental, além dela, programas de orientação aos pais.
 Quanto aos procedimentos são igualmente indispensáveis, pois
 os pais são os primeiros professores. Uma das principais tarefas dos
 pais é a escolha de um local para o treinamento do filho com autismo.
Características
A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra
os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das
características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade
 ou com a idade.
Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Esperanças de cura
Hoje mais do que antigamente há recursos para tornar as crianças
autistas o mais independente possível. A intervenção precoce, a
educação especial, o suporte familiar e em alguns casos medicações
 ajudam cada vez mais no aprimoramento da educação de crianças
 autistas. A educação especial pode expandir suas capacidades de
aprendizado, comunicação e relacionamento com os outros enquanto
 diminui a freqüência das crises de agitação. Enquanto não há
perspectiva de cura pode-se de acordo com o tratamento
 melhorar o desenvolvimento da qualidade de vida das crianças autistas.

Fonte: ABC da Saúde


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